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terça-feira, 9 de março de 2010

Mulheres ao volante é muito importante!

“Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes.” Khalil Gibran

Frases do tipo “Mulher no volante perigo constante”, “Só podia ser uma mulher para fazer essa barbeiragem”, são ofensivas e sem argumentação. Opiniões de pessoas preconceituosas que ignoram as estatísticas.

Conforme dados do RENAEST (www.denatran.gov.br), a realidade é completamente diferente daquela enfatizada por essas pessoas. Vejam as estatísticas a seguir:

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DO DENATRAN – RENAEST 2008 – Quadro 1 - O Brasil possui 45.360.539 condutores habilitados, sendo 32.070.884 do sexo masculino e 13.289.655 do sexo feminino, ou seja, 71% e 29%, respectivamente; uma diferença de 42%, mais que o dobro.

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DO DENATRAN – RENAEST 2008 – Quadro 2 – Condutores envolvidos em acidentes com vítima, num total de 630.860 acidentes, 543.241 são condutores do sexo masculino e 87.619 do sexo feminino; 86% para os homens e 14% para as mulheres, ou seja, 1,69% dos condutores do sexo masculino se envolveram em acidentes de trânsito com vítima em 2008, contra 0,66% dos condutores do sexo feminino. Isso demonstra que de cada 20 motoristas que se envolveram em acidentes de trânsito, em 2008, em média, 17 foram homens e 3 foram mulheres.

Nesses acidentes com vítimas, 32.064 pessoas morreram e 598.796 ficaram feridas; muitas com deficiências graves permanentes. E importante ressaltar que, por falha no cruzamento de dados entre os órgãos de saúde e os de trânsito, entram para as estatísticas de vítimas fatais apenas as mortes ocorridas nos locais dos acidentes. Até mesmo aquelas que morrem na viatura de socorro, depois de elaborado o boletim de ocorrência, entram para a estatística de feridos, apenas. Não há nenhum acompanhamento sobre o que aconteceu com a vítima atendida depois de socorrida. Assim, as estatísticas extra-oficiais garantem que o número de vítimas fatais seja o dobro das estatísticas oficiais. Mesmo diante de tantos mortos e feridos, nossas autoridades estão fazendo muito pouco para reverter esse quadro assustador. No Brasil, temos Polícia, não temos policiamento; principalmente de trânsito. Vítimas fatais da Dengue, no Brasil, em um ano, foram pouco mais de 1.000 e vejam só o alvoroço.

Sebastião Laerte Fabro de Camargo – Tião Camargo – DETRAN 18.164

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