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sábado, 27 de junho de 2009

Aprenda a trocar pneu


Mão na Roda ensina o passo-a-passo para você não passar aperto na hora em que o pneu furar. A tarefa é fácil e não requer força.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O piloto Luciano Burti mostra a necessidade de cuidar bem dos pneus do seu automóvel. Em caso de freadas bruscas, eles podem evitar um grande acidente ou até salvar a sua vida. Veja no video de “Mão na Roda” do Fantástico da Rede Globo.

Saúde do Motorista

Notícia Completa

11:43 - 26/06/2009

Mato Grosso Online

SAÚDE DE MOTORISTAS NA MIRA DO COMANDO ROTA CIDADÃ

A saúde de motoristas de caminhões voltou a ser alvo da Polícia Rodoviária Federal em parceria com o DETRAN, SINFRA, PM e demais colaboradores. Em 30 de Junho será realizada a 4ª Edição do Comando Rota Cidadã nas Rodovias. O comando acontece simultaneamente em todos os estados brasileiros. Em Mato Grosso a ação acontece no km 397 da BR 364, saída para Rondonópolis, no antigo clube da Galopeira das 08h00 às 16h00. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas estarão avaliando a saúde dos motoristas, que poderão realizar gratuitamente alguns exames, dentre eles podemos destacar, hiperglicemia, colesterol, acuidade visual e auditiva, porcentagem de gordura corporal e nível de sonolência. A ação é coordenada pelo Inspetor Alessandro Dorilêo, chefe do Núcleo de Acidentes e Medicina Rodoviária da Polícia Rodoviária Federal. (65) 3028-3053.

Sobre o “acidente” do Deputado

Deputado2

deputado

O GLOBO ONLINE - RJ 23/06/2009

Carli Filho estava a no mínimo 120 km/h e carro voou antes de bater e matar dois, mostra perícia

Os dois jovens morreram. Para "decolar", o veículo teria que estar a uma velocidade mínima de 120 quilômetros por hora na pista, que tem pouco menos de 6 graus de inclinação. A conclusão é dos peritos que fizeram, nesta segunda-feira, as medições no local, durante a reconstituição do acidente. O exame de dosagem alcoólica indicou nível quatro vezes acima do aceitável pela lei .

O voo do carro do ex-deputado foi confirmado pelo perito Marco Aurélio Pimpão, chefe da Divisão Técnica do Interior. O trabalho durou duas horas e meia e envolveu cerca de 50 policiais, entre militares, civis e técnicos. Mais de 100 curiosos também acompanharam a diligência, que se iniciou às 22 horas e terminou por volta da 0h30 desta terça. O ex-deputado não compareceu. A principal testemunha do caso, o enfermeiro Leandro Lopes, que viu o acidente, orientou o trabalho da polícia.

A velocidade final ainda não foi determinada e a polícia do Paraná informou que só se manifestará oficialmente após o laudo ser anexado ao inquérito

O estudo determinou ainda a trajetória dos carros e a visão que os envolvidos tinham no momento do acidente, segundo o delegado Armando Braga, que comanda as investigações. Braga deve requisitar uma simulação virtual de como foi o acidente, similar ao trabalho realizado por uma empresa contratada pela família Yared . Um perito técnico especialista em informática da cidade de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, acompanhou os trabalhos para fazer a simulação.

A mãe de Gilmar Rafael Yared, Cristiane Yared, viu o trabalho dos policiais com lágrimas nos olhos.

- Tenho a sensação de não ter acordado de um grande pesadelo, parece que estou dentro de um filme - disse.

Os familiares da outra vítima, Carlos Murilo de Almeida, não compareceram por ainda estarem bastante abalados, segundo o advogado Juarez Xavier Küster, que atende a família. Ele disse que aprova o trabalho feito pelo advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, que chamou os holofotes da mídia para o caso.

- Estamos trabalhando em conjunto na análise do inquérito. Não tem porque ter dois porta-vozes.

O engenheiro Walter Kauffmann Neto, que fez uma simulação virtual do acidente também esteve presente. Segundo cálculos do especialista contratado pela família Yared, o deputado atingiu velocidade de 191,52 quilômetros por hora. Membros da equipe da criminalística que pediram anonimato confirmaram que a velocidade deve ser próxima a essa. Kauffmann, que constantemente dialogava com peritos, disse que os estudos não apontaram "nenhuma divergência significante".

O trabalho de reconstituição é considerado um dos últimos passos do inquérito que investiga o caso. O delegado Braga adiantou que "tudo leva ao entendimento de que houve dolo eventual", ou seja, o ex-deputado assumiu uma conduta de risco por espontânea vontade. Se esse também for o entendimento da Justiça, Carli Filho deve ir a Juri Popular.

Após o acidente, a família das vítimas pediram à Assembléia Legislativa do Paraná o cassação do mandato de Carli Filho. Para não ser cassado, ele renunciou .

Enviada por:

Waldecir Antonio José Cunha

Instrutor SENAT/Bauru

Mantida prisão de motorista acusado de matar cinco pessoas ao dirigir bêbado e sem carteira

Noticias do Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania – 22/06/09

Mantida prisão de motorista acusado de matar cinco pessoas ao dirigir bêbado e sem carteira

Está mantida a prisão do paranaense Rodrigo Olívio, acusado de matar cinco pessoas da mesma família ao dirigir, embriagado e em alta velocidade, sem habilitação específica e com faróis desligados, um caminhão que colidiu com outros quatro e provocou a tragédia. A decisão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou o habeas corpus pedido pela defesa, considerando correta a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), o qual já havia negado a liberdade provisória.

Consta do processo que o motorista foi preso em flagrante, no dia 14 de junho do ano passado. Denunciado pela prática da conduta descrita no artigo 121, caput, por quatro vezes, parágrafo 4º, parte final, e artigo 70, ambos do Código Penal Brasileiro, foi decretada a prisão preventiva. A defesa requereu liberdade provisória para o paciente responder ao processo em liberdade, mas, em primeira instância, o pedido foi negado.

A defesa insistiu com o mesmo pedido para o TJPR, alegando baixa concentração de álcool no sangue e falta de calibragem do bafômetro. Após examinar o habeas corpus, o TJPR manteve a prisão. “Motorista embriagado e sem habilitação para dirigir caminhão – prisão em flagrante – liberdade provisória denegada – custódia necessária para garantir a ordem pública”, diz um trecho da decisão.

Insatisfeita, a defesa recorreu ao STJ com habeas corpus e pedido de liminar, sustentando o direito do paciente de aguardar em liberdade o julgamento da ação penal. Segundo alegou, não há fundamentação para ser mantida a prisão preventiva, sendo o réu primário e de bons antecedentes. A liminar foi negada.

Ao julgar, agora, o mérito, a Quinta Turma manteve a prisão. “Sendo induvidosa a ocorrência do crime e presentes suficientes indícios de autoria, não há ilegalidade na decisão que mantém a custódia cautelar do paciente, se presentes os temores receados pelo artigo 312 do CPP”, considerou o relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

O relator destacou que a ação de habeas corpus não é adequada para examinar alegações que demandem dilação probatória ou que se apresentem essencialmente controvertidas, como a tese de ausência de embriaguez e calibragem do bafômetro, em razão da natureza célere do processo, que pressupõe prova pré-constituída do direito alegado.

“A segregação provisória foi determinada como garantia da ordem pública, em razão da real periculosidade do paciente, evidenciada pelo modus operandi (dirigir embriagado e sem habilitação específica, em alta velocidade e com faróis apagados, um caminhão que, ao colidir em outros 4 automóveis, causou a morte de 5 pessoas)”, observou.

Ao negar o habeas corpus, o ministro concluiu que a manutenção da custódia não se ressente de fundamentação, mas está respaldada em justificativas idôneas e suficientes para tanto. “A preservação da ordem pública não se restringe às medidas preventivas da irrupção de conflitos e tumultos, mas abrange também a promoção daquelas providências de resguardo à integridade das instituições, à sua credibilidade social e ao aumento da confiança da população nos mecanismos oficiais de repressão às diversas formas de delinquência”, concluiu Napoleão Nunes.

Enviada por:

Waldecir Antonio José Cunha

Instrutor SENAT/Bauru

Lei Seca: Maria Paula socorre Hélio de La Peña

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Enviado por:

Waldecir Antonio José Cunha

Instrutor SENAT/Bauru

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Motoristas embriagados armam esquema com taxistas para burlar blitz


Após ser pago para passar por fiscalização, taxista devolve carro a todo. Coordenador de blitz diz que estratégia já havia sido descoberta.

As imagens também mostram um casal que usa o veículo como mesa de bar e, depois de terminar uma garrafa de uísque, também sai dirigindo.

De madrugada, na hora da saída, uma blitz é montada a poucos metros de distância do local onde estão as casas noturnas. É nesse momento que os freqüentadores recebem as ofertas.
"R$ 20 você me paga para eu passar da blitz. Eu passo na blitz e lá na frente eu deixo você”, propõe um rapaz.

O esquema envolve taxistas e mototaxistas. O motorista bêbado entrega o carro ao taxista, que sai dirigindo e é seguido pela moto. Logo depois de passar pela blitz, o taxista devolve o carro ao motorista embriagado e volta na garupa da moto.

Um homem que foi contratado para dirigir o carro de um freqüentador das casas noturnas assume o volante diz que nunca enfrentou problemas com a fiscalização, mesmo já tendo passado várias vezes pela blitz, dirigindo carros diferentes.

“O importante para eles aí é o condutor estar na boa, né. Não querem saber se é dono do carro ou se não é", disse o taxista. "Se eles pararem, só pedem o documento direitinho e pronto."

Poucos metros depois da casa de shows e da fiscalização, os taxistas e mototaxistas deixam os carros e voltam ao ponto onde estavam antes, em busca de outros motoristas para atravessar a blitz. Nesse ponto, quem está embriagado prossegue dirigindo.

Ao ser informado sobre o esquema, o coordenador da blitz não se mostra surpreso. "Já estamos sabendo disso e estamos tomando providências. Lá na frente tem outra blitz”, afirmou Antonio Nilson de Lima.

Depois do local onde estava a blitz, a reportagem não encontrou mais nenhuma fiscalização.
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Enviado por:
Waldecir Anotonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

BPTran intensifica cerco a motoristas equipando motos com bafômetros

BPTran intensifica cerco a motoristas equipando motos com bafômetros

Motocicletas do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) começarão a circular pelas ruas com bafômetros portáteis. Antes, os testes eram feitos apenas com o apoio de viaturas, já que os aparelhos ficavam acondicionados em maletas que não cabiam em motocicletas.

Ao todo, 12 unidades foram modificadas para receber a aparelhagem, que desta vez ganhou um corpo mais compacto, que conta com uma impressora, um bocal e um sistema que faz a análise do ar expelido do pulmão dos motoristas.
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Enviado Por:
Waldecir Antonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

Prisões de motoristas embriagados triplicam no Paraná

Somente neste final de semana, 19 condutores foram detidos nas rodovias do Estado

A Polícia Rodoviária Federal prendeu 19 motoristas nas estradas federais do Paraná por dirigem embriagados, entre sexta-feira (19) e a madrugada de domingo (21).
Quatro desses condutores se envolveram em acidentes. Ao todo, 558 testes de bafômetro foram realizados no período e 21 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool.

Um caso que chamou a atenção dos policiais aconteceu em Cambará (Norte Pioneiro). Um motorista paranaense de 55 anos, que dirigia um Apolo com placas de Campinas-SP, foi detido após bater num outro carro na BR-369.
Submetido ao teste do bafômetro, ele apresentou 0,90 miligramas de álcool etílico por litro de ar - nove vezes mais que o limite para autuação (0,10 mg/l) e três vezes maior do que os indicativos para prisão (0,30 mg/l). Depois de confirmada a embriaguez, ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil local.

Lei Seca - Ao longo do primeiro ano de vigor da lei seca, 1.354 motoristas foram autuados por embriaguez pela PRF no Estado. Destes, 1.028 foram presos por estarem acima do limite de 0,30mg de álcool por litro de ar. Em comparação com o mesmo período de 2008, o aumento no número de autuações foi de 145% (de 552 para 1354) e o número de prisões teve um acréscimo de 200% (de 341 para 1028).
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Enviado por:
Waldecir Antonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

Lei Seca: Índices de álcool estão no alvo das discussões

Lei Seca: Índices de álcool estão no alvo das discussões

Em debate promovido pelo projeto Dois Pontos no auditório do Correio Braziliense, público e autoridades avaliam teor da legislação

Guilherme Goulart

O motorista que ingere bebidas alcoólicas antes de assumir o volante tem mais chance de sofrer ou provocar um acidente do que aquele com os reflexos intactos. A polêmica em torno do assunto, porém, aparece no momento de se posicionar a favor ou contra a tolerância zero imposta pela lei seca. Na décima edição do projeto Dois Pontos, realizado ontem à noite no auditório do Correio Braziliense, assinantes do jornal e autoridades de trânsito debateram a eficácia da nova legislação em Brasília.

Os dois concordam quanto à vigência de uma lei que puna quem bebe e dirige um veículo. Mas divergem quanto aos índices de álcool no sangue que deveriam ser levados em conta na hora de multar ou prender o motorista.

Caldas começou o debate apresentando dados do Detran/DF a partir de um ano de lei seca no Brasil. Números divulgados ontem revelam que houve redução de 17,5% na quantidade de acidentes fatais no Distrito Federal. Ocorreram 462 entre 20 de junho de 2007 e 19 de junho 2008, e 381 entre 20 de junho do ano passado e 19 de junho deste ano. Também ocorreu queda em relação ao número de mortes — mais de uma pessoa morreu em algumas colisões. Caíram de 500 para 419 registros nos dois últimos anos.

Menos mortes

O diretor-geral do Detran/DF classificou como “significativa” a diminuição das tragédias no trânsito brasiliense. “O resultado quer dizer que a lei seca, no DF, tem sido levada a sério. Não somos contra o cidadão beber. O que não pode é beber e dirigir. Isso é uma combinação perigosa e que pode levar à morte”, avaliou Caldas. Segundo ele, a média mensal de mortes nas avenidas de Brasília ainda registrou redução de sete casos. “Vamos continuar investindo em campanhas educativas e na fiscalização, para que os números continuem caindo”, afirmou.

Cabral, da Abrasel, preferiu chamar a atenção para possíveis falhas na nova legislação. “A lei seca pecou em relação à razoabilidade ao mudar, de uma hora para outra, os índices de álcool no sangue passíveis de punição. Não somos simplesmente contra a lei seca, mas a favor da antiga lei, que mantinha o 0,6g/l e não a tolerância zero para punir o motorista”, explicou. Ele ainda citou vários órgãos de pesquisa nacionais, entre eles o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), para lembrar que a maioria dos acidentes ocorre com condutores flagrados em níveis como 1,7g/l e 2,4 g/l.

A Abrasel também é autora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta contra a lei seca, encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar. Mas, quase um ano depois, não houve nenhuma decisão em relação à Adin. “Estamos questionando vários aspectos da lei seca, mas até agora não tivemos nenhum tipo de retorno”, lamentou Cabral.

O publicitário Eber de Melo, 59, participou do Dois Pontos. Para ele, a nova norma é “autoritária”. “Sou contra como ela (a legislação) está. Não se deve beber e dirigir, mas a cobrança não deveria ser feita de forma impositiva”, entendeu. O examinador Wallace Moreira Sales, 27, se mostrou a favor da lei seca. E pregou até mais rigidez na fiscalização. O projeto Dois Pontos é realizado todos os meses e promove o debate de assuntos importantes.

O que diz a lei

As punições
Administrativas (aplicadas pelo Detran)
1 – A CNH é recolhida imediatamente.
2 – O agente de trânsito faz o auto de infração por desobediência ao Artigo 165, com multa de R$ 957.
3 – O veículo fica retido e é levado para o depósito do Detran caso o infrator não consiga um condutor habilitado para levar o carro.
4 –O Detran abre processo administrativo de suspensão do direito de dirigir por um ano.
5 – A partir desse momento, o infrator tem até 30 dias para recorrer.
6 – Se ganhar o recurso, o processo é arquivado. Se perder, ele é obrigado a entregar a CNH no Detran. Ficará proibido de dirigir por um ano e terá de passar por curso de reciclagem para obter de volta a CNH.
Criminais (Poder Judiciário)
Quando o resultado é igual ou maior que 0,3 miligrama de álcool por litro de ar, o condutor
1 – É levado para a delegacia
2 – Só é liberado após pagar fiança que varia entre R$ 600 e R$ 2 mil
3 – É citado em inquérito policial pelo crime de dirigir alcoolizado. A pena é de seis meses a três anos.
4 – O inquérito vai para o Ministério Público, que oferece denúncia ao juiz ou pede o arquivamento do processo
5 – Em caso de condenação judicial, a pessoa perde a condição de réu primário. O processo vai aparecer toda vez que for tirado o atestado de antecedentes criminais.
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Waldecir Antonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

Câmara quer motos circulando dentro da faixa

O Brasil poderá adotar critérios de segurança para motoqueiros semelhantes aos de Suíça e Israel.

A Câmara dos Deputados discute obrigá-los a trafegar como motoristas, dentro da faixa de trânsito, e não ziguezagueando entre elas e nem entre os carros, como fazem os motoboys do Rio de Janeiro e de São Paulo. Se aprovada, a mudança chegaria em boa hora. Motivos não faltam. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 20% das vítimas brasileiras em acidentes de trânsito viajam de moto.

— O que acontece aqui é um absurdo e queremos fazer como em Israel, onde as motos só podem trafegar entre os automóveis quando o trânsito está parado — diz o deputado Hugo Leal (PSC-RJ).

Motivos não faltam. Segundo o Instituto de Segurança Pública, órgão ligado à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, o número de feridos vem aumentando no estado — embora a Lei Seca tenha reduzido o de mortes em 53,58% na capital. Comparando-se os primeiros trimestres de 2006 a 2009, houve crescimento de 18,98%. A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, mediu os períodos de 19 de junho a 18 de junho entre 2006 e 2009 e verificou aumento de 23,08% nas colisões.


Nesse meio tempo, o número de motos em circulação em território fluminense saltou 70,4%, de acordo com o Detran — ao passo que a frota total cresceu a metade disso, 35,25%. A Lei Seca vigora desde o dia 19 de junho do ano passado.


— A Lei Seca reduziu as mortes, mas a explosão da frota de motos elevou a taxa de acidentes devido ao baixo preço delas e ao crescimento dos serviços de entrega. Outro aspecto é o fato de os condutores excederem os limites de velocidade e cometerem outras imprudências assim que se livram das blitzes, provocando outros acidentes não provocados pelo álcool — explica o inspetor André Luiz de Azevedo, porta-voz da PRF.


— A moto é um veículo espetacular nas grandes cidades, mas perigoso também. Aqui, na Suíça, elas andam como carros, dentro da faixa. Esse é um ponto em que o Brasil precisa avançar. A Suíça tem 7,5 milhões de habitantes. O Rio tem 6 milhões. Dá para fazer. É só querer — analisa o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Marcos Musafir, consultor da Organização Mundial de Saúde.

Trânsito mata 400 por dia em cidade indiana


Marcos Musafir cita o exemplo dramático da cidade de Pune, a oitava maior cidade da Índia, onde 400 pessoas morrem diariamente no trânsito e explica o porquê dos indianos investirem na produção de carros a preços realmente populares. A população local é de 5,695 milhões de habitantes e a frota de motocicletas chegava, há dois anos, a 1,7 milhão de unidades.

Para se ter uma ideia, a população carioca é de 6 milhões, semelhante à de Pune, mas com 200 mil motocicletas.
— Em Pune, morrem 400 pessoas por dia no trânsito. É naquela região que se fabricam motos no país. São 3 mil por hora, a US$ 800 (R$ 1.605, na cotação de ontem). Por isso, os indianos estão empenhados em construir carros que custam US$ 2.500 (R$ 5.018). No Vietnã, a principal causa de mortes infantis era queda de moto. Houve uma campanha mundial que doou 600 mil capacetes para eles e acabou-se com isso — diz o ortopedista.

Principal causa de mortes de jovens no Brasil


No mais, o Brasil vai bem, obrigado. Segundo a OMS, 49% dos países proíbem que condutores possam guiar com mais de 0,05 grama de álcool por decilitro de sangue. O organismo mundial considera que os riscos de acidentes aumentam quando essa marca chega a 0,04. Limitá-la a índices entre 0,02 e 0,04 reduziriam as chances de colisões envolvendo jovens em até 24%. O uso de bafômetros e outros testes para aferição da presença de álcool na corrente sanguínea contribuem para diminuir as batidas em 20%. Esses dois preceitos já são praticados no país.
Menos mal. Atualmente, 1,27 milhão de pessoas morrem todos os anos no trânsito, sendo a nona maior causa de mortes do planeta. Estima-se que esse número aumentará para 2,4 milhões em 2030. Mas entre os jovens de 15 a 29 anos, os acidentes automobilísticos já são a principal causa mortis no mundo. Dentre as crianças (5 a 14 anos), a segunda maior. E na faixa de 30 a 44, a terceira. O prejuízo em todo o mundo é calculado pela OMS em US$ 518 bilhões — algo equivalente a até 3% do PIB produzido por todas as nações.

— Na Suíça, beber e dirigir dá cadeia. O limite aqui é zero — diz Marcos Musafir, de Genebra, onde mora.
— O Japão proibiu o álcool no trânsito por 15 anos. Somente há pouco tempo, permitiram uma taxa de 0,03 grama de álcool. Mas só fizeram isso depois de ter se criado o hábito de não se misturar bebida com trânsito — complementa o deputado Hugo Leal, ex-presidente do Detran.
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Enviado Por:
Waldecir Antonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CESVI BRASIL- enquete sobre um ano da ‘Lei Seca’

REVISTA FATOR - Responsabilidade Social - 23/06/2009

O CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) comemora um ano da ‘Lei Seca’ e os dados positivos do Ministério da Saúde, que divulgou, em recente balanço, a diminuição de 22,5% no número de mortes, em consequência de acidentes de trânsito. E, mais, os atendimentos às vítimas desses desastres, em hospitais conveniados ao SUS (Sistema Único de Saúde), caíram 23%.

Até que se atinja o amadurecimento desse processo, o CESVI BRASIL defende a continuidade da discussão da lei 11.705/2008, com a finalidade de aperfeiçoar a legislação no aspecto criminal, assim como a fiscalização que vem sendo realizada desde a vigência da lei.

Para conhecer o comportamento dos condutores de veículos após um ano da ‘Lei Seca’, o CESVI BRASIL desenvolveu uma enquete que, além de fonte de pesquisa para as entidades envolvidas, auxiliará no desenvolvimento de novas ações.

Para responder a enquete, acesse o site: http://pesquisa.cesvibrasil.com.br/alcooledirecao
Enviado por Waldecir Antonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

Novos requisitos de segurança para ônibus

Contran estabelece novos requisitos de segurança para ônibus

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta segunda-feira (25) a Resolução 316, que estabelece requisitos de segurança para veículos de transporte coletivo de passageiros, do tipo ônibus e micro-ônibus. A norma define, entre outros, os requisitos de ensaio de estabilidade para veículos rodoviários, procedimentos para avaliação estrutural e condições de resistência de impacto frontal e lateral.

Entre as principais novidades estão às especificações em relação à ancoragem e ao tamanho dos bancos. A norma anterior não definia, por exemplo, nem o tamanho nem a distância que as poltronas deveriam estar em relação às demais. A Resolução 316 estabelece ainda normas relativas à acessibilidade, como por exemplo, o sistema de retenção de cadeira de rodas para os veículos de aplicação urbana e as dimensões mínimas do corredor interno de circulação.

De acordo com a Resolução, os ônibus e micro-ônibus deverão ser equipados com  janelas de emergência dotadas de mecanismo de abertura, sendo admitida a utilização de dispositivo tipo martelo ou de outro equipamento equivalente, mas de comprovada eficiência. Esses dispositivos deverão ser mantidos em caixas violáveis, devidamente sinalizadas e com indicações claras quanto ao uso.

Além das normas dos sistemas de acionamento das janelas de emergência, a Resolução torna as saídas de emergência no teto obrigatórias. Essas saídas deverão ser do tipo basculante ou dispor de vidro temperado destrutível com martelo de segurança ou com dispositivo equivalente.

A norma do Contran também exige a proteção anti-intrusão traseira. Essa proteção será obrigatória nos ônibus de aplicação rodoviária e intermunicipal. O dispositivo de proteção deve estar disposto de uma maneira que ofereça em toda sua largura uma proteção eficaz contra a intrusão de automóveis que venham a se chocar com a traseira dos ônibus.

Outra regra de segurança prevista na Resolução é o sensor contra incêndio. Segundo a Resolução, os chassis dos ônibus de aplicação rodoviária fabricados a partir de janeiro de 2012 deverão possuir um sensor de temperatura contra incêndio. Esse sensor será colocado no compartimento do motor, um sinal visual e sonoro emitido na cabine do condutor o alertará sobre princípio de incêndio.

A Resolução do Contran determina ainda que os ônibus e micro-ônibus fabricados a partir de 01 de janeiro de 2010, somente poderão ser comercializados com dispositivo refletivo afixado de acordo com a aplicação do veículo (urbana, rodoviária, intermunicipal ou escolar), o refletivo tem o objetivo de prover melhores condições de visibilidade diurna e noturna do veículo. Os ônibus e micro-ônibus já em circulação somente poderão renovar o licenciamento de 2010 quando estiverem dotados do dispositivo refletivo.

Os efeitos da Resolução 316 começam a vigorar no dia 1º de julho de 2009. O ensaio de estabilidade e a proteção anti-intrusão serão exigidos a partir de 1° de janeiro de 2010. Os procedimentos para avaliação estrutural de carroçarias passam a ser obrigatórios em 1° de janeiro de 2012.

Acesse o texto da Resolução 316

Resoluções, Portarias, Deliberações e Normas (Online)

http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm

http://www.denatran.gov.br/portarias.htm

http://www.denatran.gov.br/deliberacoes_contran.htm

http://www.denatran.gov.br/download/in/IN_01_03.pdf

http://www.denatran.gov.br/ctb.htm (Código de Trânsito Brasileiro)

Sinalização de Trânsito

Os sinais de trânsito são usados para orientar, advertir e disciplinar a circulação dos elementos do trânsito ao longo das vias.

Padronização: sempre que houver necessidade, as vias deverão ser sinalizadas, com a utilização da sinalização padronizada prevista no CTB (art.80).

Direitos e Deveres quanto à sinalização: todo cidadão tem o dever de conhecer, proteger, respeitar e obedecer a sinalização de trânsito. Temos direito a vias sinalizadas e seguras, claramente expresso em alguns artigos do CTB.

Colocação: a sinalização deverá ser colocada onde seja facilmente visível e legível, tanto de dia como à noite, em distância compatível com a segurança (art.80).

Visibilidade: é proibido colocar luzes, anteparos, construções, vegetação, publicidade e inscrições, que possam confundir, interferir ou prejudicar a interpretação ou a visibilidade, comprometendo a segurança (art.81).

Obrigação de sinalizar: nenhuma via poderá ser aberta ou reaberta enquanto não estiver completa e devidamente sinalizada (art.88).

Aplicação de Penalidades: as penalidades das infrações de sinalização, não serão aplicadas aos condutores se a sinalização for inexistente ou deficiente (art.90).

Responsabilidade: o órgão com jurisdição sobre a via é que deverá sinalizá-la, podendo ser responsabilizado em caso de insuficiência, falta ou erros de sinalização.

Classificação:

Sinalização Vertical Sinalização Horizontal Dispositivos Auxiliares Sinalização Semafórica Sinalização de Obras Gestos Sinais Sonoros.

Sinalização Vertical: os sinais viários, normalmente placas, estão fixados na posição vertical, ao lado da via ou suspensos sobre ela. Transmitem mensagens através de legendas ou símbolos pré-estabelecidos. A sinalização vertical, de acordo com a sua função, pode ser:

Placas de Transito do Brasil Placas de Transito do Brasil I11[1]

Sinalização de Regulamentação: Informam as proibições, obrigações ou restrições.

Placas de Transito do Brasil Placas de Transito do Brasil

Sinalização de Advertência: São colocadas antes dos perigos das vias, alertando os condutores e pedestres.

Placas de Transito do Brasil Placas de Transito do Brasil

Sinalização de Indicação: Tem caráter informativo, educativo de orientação.

Indicação de serviços

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Orientação e destino

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Atrativo Turístico

Atrativos turísticos 01Educativas

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Sinalização Horizontal: Estes sinais se apresentam ao condutor, pintados ou desenhados sobre o piso, na posição horizontal, na forma de faixas, símbolos ou inscrições. Servem para orientar a circulação e direcionar o fluxo de veículos e pedestres, e para complementar a sinalização vertical.

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Dispositivos Auxiliares: Estes dispositivos aumentam a visibilidade dos sinais e chamam a atenção para obstáculos no local.

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Sinalização Semafórica:

São sinais luminosos, controlados eletronicamente, que servem para controlar o fluxo de veículos e pedestres.

Sinalização de Obras: São muito semelhantes às de sinalização de advertência. As diferenças são: o fundo alaranjado e o caráter temporário, sempre relacionado à realização de obras na pista.

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Gestos de agentes da autoridade de trânsito: Sempre que a sinalização for efetuada pelo agente, esta tem prioridade sobre as demais.

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Ordem de parada obrigatória para todos os veículos. Quando executadas em interseções, os veículos que já se encontrem nela, não são obrigados a parar.

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Ordem de parada para todos os veículos que venham de direções que cortem ortogonalmente a direção indicada pelos braços estendidos qualquer que seja o sentido de seu deslocamento.

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Ordem de parada para todos os veículos que venham de direções que cortem ortogonalmente a direção indicada pelo braço estendido, qualquer que seja o sentido de seu deslocamento.

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Ordem de parada para todos os veículos que venham de direções que cortem ortogonalmente a direção indicada pelo braço estendido, qualquer que seja o sentido de seu deslocamento

Gestos de condutores: São sinais auxiliares, indicativos de manobras.

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Conversão à esquerda

(Virar à esquerda)

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Conversão à direita

(Virar à direita)

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Parar
ou
diminuir
a
marcha

Sinais sonoros

  • Conforme o Código de Trânsito Brasileiro e Resoluções do Contran, são três os tipos de sinalizações sonoras:
  1. Buzina;
  2. Sirene;
  3. Apito do Agente de Trânsito.

Veja toda a sinalização na resolução 160/04 do Contran

terça-feira, 23 de junho de 2009

Redução de morte no trânsito no Ceará

DIÁRIO DO NORDESTE - CE 21/06/2009 –

Ceará tem redução de 10% de mortes em 1 ano (com foto)

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O primeiro ano de vigência da Lei Seca foi comemorado, ontem, em uma operação conjunta de órgãos de saúde e de trânsito. Uma blitz – em frente à sede da Superintedência do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (PRF), na altura do Km 6 da Br 116, fiscalizou motoristas que passavam pelo local. Até o meio dia, foram realizados 187 testes do bafômetro e apenas um deu positivo, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará. Os números são pequenos diante do balanço dos resultados no ano.

“Esse é o reflexo de que, realmente, as pessoas estão dirigindo menos após beberem”, concluiu a diretora de planejamento do Detran, Lorena Moreira.

Ela também afirmou que o Estado reduziu em 10% o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito desde 20 de julho do ano passado. “Só temos o que comemorar. Fortaleza foi a terceira Capital brasileira que mais reduziu o número de internamentos e mortes, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Comemoramos as cerca de 68 vidas que foram salvas por causa da lei”, disse a diretora.

O chefe de comunicação da PRF, o inspetor Darlan Antares, explica que, além de comemorar, a blitz tem o objetivo de mostrar para a sociedade que a fiscalização continua acontecendo. “Na realidade, o discurso do Governo é de endurecimento e intensificação da fiscalização. Tanto que à noite faremos blitz também no Interior do Estado”, enfatiza.

Darlan explicou que o lugar escolhido para acontecer a blitz não levou em conta apenas a facilidade operacional da ação. “Cerca de 46% dos acidentes de trânsito do Estado acontece nos primeiros dez quilômetros das BRs 116 e 222. Ou seja, estes são lugares críticos”.

Os motoristas abordados mostraram-se à favor das ações educativas e de fiscalização. O motoqueiro Robson da Silva Nogueira, 28 anos, defendeu a Lei Seca. “Acho muito importante o que está acontecendo aqui. Acho que com as blitze, diminuem os acidentes no trânsito”, afirmou. O motoqueiro garantiu que, quando bebe, não dirige, mas confessou que conhece algumas pessoas que já foram multadas por dirigirem alcoolizadas.

A costureira Cleomar Alves, 33 anos, também foi um dos motoristas parados pela blitz. Mesmo não aparentando ter bebido, ela foi convidada a fazer o teste do bafômetro. “É a primeira vez que eu vou fazer. Acho muito importante esses tipos de ações porque inibem os motoristas que bebam. Sinto-me mais segura no trânsito. A gente sabe que acidentes continuam, mas houve uma redução visível”, opina.

Lorena Moreira aponta também uma mudança comportamental a partir da Lei Seca. “Registramos, de um ano pra cá, um aumento no número de mulheres tirando suas CNHs, o que mostra que os homens que bebem estão agora colocando as mulheres para voltarem dirigindo. E são elas também a maioria dos condutores parados em blitz na madrugada”, explica a diretora de planejamento do Detran.

Para este ano, não será necessário a compra de nenhum bafômetro. “O número que temos é suficiente”, garante Lorena. A perspectiva - de acordo com ela - é que, a partir de agora, aconteça uma redução gradual nos números de notificações e de suspensões de carteiras de habilitação.

“O normal é diminuir os casos, uma vez que as pessoas tenham incorporado a lei no seu dia-a-dia. No começo, as pessoas não acreditavam muito que a lei seria fiscalizada de verdade. Agora, já se sabe e isso faz com que aconteça a mudança de comportamento”, aposta. Mesmo assim, ela garante que as blitze móveis do Detran se intensificarão de quinta-feira a domingo.

NÚMEROS NO ESTADO

8.001 condutores foram autuados e notificados por infringirem a Lei Seca só no primeiro ano de vigência

566 carteiras de motoristas foram suspensas,

650 agentes estão aptos a fiscalizar, sendo 350 do Detran e 300 da CPRV,

66 é o número de bafômetros existentes no Estado, o que permite disponibilizar, pelo menos um aparelho, em toda blitz realizada pelo Detran,

10% de redução no número de mortes por acidentes de trânsito foram registrados no Estado desde que a Lei Seca entrou em vigor, segundo o Detran, que corresponde a 68 vidas salvas,

3ª capital do País a diminuir o número de atendimentos de vítimas de trânsito pelo SUS foi Fortaleza, ficando atrás somente de São Paulo e Rio de Janeiro,

46% dos acidentes de trânsito acontecem nos primeiros 20 quilômetros das BRs 116 e 222.

JORNAL DE BRASÍLIA - DF 21/06/2009

Blitz educativa marca um ano da Lei Seca no Distrito Federal

Rodrigues Pozzebomimage007

Durante boa parte do dia, autoridades de trânsito abordaram os motoristas para passar informações sobre os efeitos do álcool no organismo e a gravidade dessa mistura (álcool e volante) que, na maioria das vezes, é fatal. Além das orientações, os motoristas receberam das autoridades de trânsito bafômetros descartáveis. Foram distribuídos cerca de 5 mil equipamentos para as ações de conscientização.

De acordo com o Detran, com a entrada em vigor da Lei Seca houve uma redução de 19% no número de acidentes com morte no trânsito do Distrito Federal neste ano, sendo preservadas sete vidas por mês. Ainda segundo o Detran, só nos fins de semana são autuados, em média, no DF, 80 motoristas por dirigir sob efeito de álcool. image008

Regras mais punitivas

Estadão – SP - 22/06/2009 – EDITORIAL

Regras mais punitivas

A Resolução 300 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entra em vigor em 1º de julho, agrava as punições aos motoristas julgados culpados em 11 tipos de delitos previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e aos envolvidos em acidentes considerados graves, provocados ou não por eles. Para recuperar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além do curso de reciclagem previsto no artigo 268 do Código e após o cumprimento de eventual pena de suspensão ou proibição do direito de dirigir, os condutores condenados serão obrigados a passar pelo mesmo processo exigido dos novatos: exames de aptidão física e mental, de direção, avaliação psicológica, teste escrito e prova sobre legislação de trânsito. No caso de acidentes graves, o condutor também terá de fazer o curso de primeiros socorros.

As novas regras reforçam a política de combate à violência no trânsito com punição efetiva aos infratores, mas sem deixar de lado a importância da educação e formação do motorista. Além disso, regulamentam o artigo 160 do Código de Trânsito e padronizam o procedimento administrativo dos departamentos estaduais de trânsito. A maior parte desses departamentos adota como punição a suspensão do direito de dirigir por períodos que variavam de um a quatro meses. A partir de julho, a autoridade executiva estadual de trânsito poderá determinar a apreensão do documento de habilitação do motorista (CNH) até a sua aprovação nos exames ou até que seja considerado apto para voltar a trafegar com segurança. Terá também competência para definir o que seja acidente grave.

O Detran de São Paulo, por exemplo, classifica assim uma ocorrência usando dois critérios: a existência de vítimas e os danos à ordem pública. Especialistas em segurança no trânsito apoiam a iniciativa do Contran, mas criticam a falta de definição clara do que deva ser considerado como acidente grave. Isso compromete a padronização pretendida. Acidentes semelhantes poderão receber qualificações e julgamentos diversos nos Estados.

Até agora, em casos de condenação judicial, o motorista envolvido em acidente grave enfrenta processo administrativo para a suspensão da carteira de habilitação. Não há a obrigatoriedade de refazer os exames. A partir da entrada em vigor da Resolução 300, o Detran abrirá processo administrativo mesmo na ausência de condenação judicial e o motorista será obrigado a fazer os testes médico, psicológico, teórico, de direção e primeiros socorros. Os exames custam R$ 183,00 e o processo todo leva 60 dias.

Para os especialistas, a resolução aumentará o trabalho dos funcionários nos Detrans e muitos Estados não dispõem de recursos para adotar as medidas necessárias para impor as novas regras. Mas estudiosos da medicina de tráfego dão grande importância à resolução do Contran. Segundo eles, aproximadamente 70% das pessoas envolvidas em acidentes graves sofrem sequelas que precisam ser avaliadas, tenham provocado o acidente ou sido vítimas dele.

O processo de recuperação da carteira de motorista é o mesmo - com exceção do curso de primeiros socorros - para quem cometer um dos seguintes delitos de trânsito: homicídio culposo, lesões corporais, dirigir embriagado, deixar de socorrer vítima de acidente ou fugir do local, participar de rachas, transitar acima da velocidade permitida, dirigir ou permitir que alguém conduza veículos sem habilitação e prestar informações erradas a policiais ou agentes de trânsito em ocorrências para confundir o inquérito.

A resolução fortalece as normas da chamada Lei Seca, em vigor há um ano. Motoristas alcoolizados respondem por grande parte dos acidentes. Em São Paulo, desde que a Lei Seca entrou em vigor, o número de mortes e de acidentes regrediu, mas o desrespeito a ela tem aumentado, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública. Entre julho de 2008 e abril de 2009, o total de pessoas embriagas autuadas por dirigirem com mais de 0,6 g de álcool por litro de sangue aumentou 50,5%. Quanto mais ampla for a fiscalização e mais rigorosa a punição, maior será a segurança no trânsito.

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Destaques do dia 22

Jornal Extra Online –22/06/2009

Câmara dos Deputados discute agravamento de pena para mortes provocadas por motoristas

Marcelo Dias - Extra

Rio - A Câmara dos Deputados poderá tornar o Código de Trânsito Brasileiro ainda mais rígido. Onze anos após a sua implantação, a lei está sendo revisada e um dos pontos discutidos é o agravamento da pena para quem provocar acidentes com morte. Hoje, a legislação enquadra os casos apenas como crime comum. Com a modificação, seria considerado como homicídio.

A alteração prevê que um motorista responsável por um acidente fatal por excesso de velocidade ou embriaguez, por exemplo, seja preso por assassinato. Pelas regras atuais, o condutor paga fiança, multa e tem a carteira apreendida pela polícia.

- Essas pessoas assumiriam o risco de provocar uma morte e, por isso, devem responder por homicídio e ir para a prisão - diz o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), autor da Lei Seca, confiante na aprovação da novidade:

- Acho que a alteração será aprovada pelas comissões de Transportes e de Constituição e Justiça. A ideia é fazer com que o novo texto do código seja votado em plenário no segundo semestre.

Brasil no oitavo lugar

Hugo Leal cita como exemplo o caso do deputado Fernando Ribas Carli Filho. No dia 7 de maio, ele dirigia bêbado, a 190Km/h e com 130 pontos na carteira, quando provocou uma colisão em que matou dois rapazes em outro carro em Curitiba, no Paraná.

A mudança chegaria em boa hora. Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde revelou que 1,27 milhões de pessoas morrem todos os anos no trânsito. O Brasil ocupa o oitavo lugar neste ranking.

Lei Seca. Blitz do Rio será "tipo exportação"

A Operação Lei Seca está para se tornar premium, tipo exportação, e baixar em terras onde o vinho é a preferência nacional — na França. Há dois meses, os franceses tiveram direito a uma degustação durante um evento em São Paulo, quando uma delegação veio ao país para participar das comemorações do Ano da França no Brasil. Lá, eles co$o modelo de blitz fluminense e levaram na bagagem um vídeo para apresentá-lo em Paris. O sucesso da fiscalização é tal que será mostrado ao mundo em novembro num congresso mundial da ONU, em Moscou.

Consultor da Organização Mundial de Saúde e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Marcos Musafir conta que as blitzes daqui têm sido aplaudidas mundo afora.

— Contamos aos franceses sobre a operação no Rio. Eles gostaram muito, a ONU também se interessou e apresentará o modelo na Rússia. E uma produtora inglesa especializada em campanhas de prevenção quer produzir um filme no Rio com a OMS — conta Musafir, de Genebra, de onde age como "embaixador" da Operação Lei Seca.

Câmara discute criação de homicídios de trânsito

A Câmara dos Deputados poderá tornar o Código de Trânsito Brasileiro ainda mais rígido. Onze anos após a sua implantação, a lei está sendo revisada e um dos pontos discutidos é o agravamento da pena para quem provocar acidentes com morte. Hoje, a legislação enquadra os casos apenas como crime comum. Com a modificação, seria considerado como homicídio.

A alteração prevê que um motorista responsável por um acidente fatal por excesso de velocidade ou embriaguez, por exemplo, seja preso por assassinato. Pelas regras atuais, o condutor paga fiança, multa e tem a carteira apreendida pela polícia.

— Essas pessoas assumiriam o risco de provocar uma morte e, por isso, devem responder por homicídio e ir para a prisão — diz o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), autor da Lei Seca, confiante na aprovação da novidade:

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O DIA ONLINE – RJ 21/06/2009

Lei Seca muda cariocas

POR CELSO OLIVEIRA, RIO DE JANEIROimage002Em época de Lei Seca, vale tudo para não ser pego com a boca no bafômetro. Em vigor há 1 ano, as regras mais severas contra motoristas embriagados mudaram hábitos de consumidores e bateram recordes, como as mais de 800 multas e detenções em apenas três meses de Operação Lei Seca no Rio.

A corretora de seguros Jaqueline Brito, 35 anos, pisa no freio desde a publicação da lei. Moradora do Recreio, ela deixa o carro na garagem e aluga van quando sai com o marido e colegas de trabalho. “Antes a gente se arriscava e dirigia depois de beber, mas isso mudou com a repressão”, afirmou.

Jaqueline, de lenço, e suas colegas Bruna, Alessandra e Andréia alugam van para curtir a noite sem se preocupar com a volta para a casa

As locadoras de veículos aceleraram o faturamento. Marcelo Gullo, diretor da MW Transportes, estima em 30% o crescimento da clientela e planeja lançar em dois meses serviço de táxi executivo. “Atenderemos imediatamente numa boate, por exemplo”, explicou.

Essa mudança de hábitos, aliás, não deu descanso aos taxímetros. O presidente da Libertáxi, Mauro Dias, diz que a cooperativa passou a receber, por mês, oito mil chamados a mais após junho de 2008. “A média mensal era de 37 mil e agora é 45 mil”, comemora ele, que conta com 260 carros na frota e abriu mais 18 vagas.

A escassez de boêmios nos fins de semana obrigou a rede de bares Belmonte a fechar a filial Barra, seis meses após a lei entrar em vigor. “É muita blitz lá, ninguém ia beber”, lamentou Antônio Rodrigues, que dirige 12 bares na Zona Sul e Centro e ainda enfrenta 30% de redução na freguesia das filiais Leblon e Jardim Botânico.

Segundo o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, Alexandre Sampaio, a queda no faturamento foi de 40% na primeira semana da lei, mas hoje está entre 10% e 15%.

Para a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), toda cautela de quem sai de carro e bebe é pouca. Cerca de 60% dos acidentes com mortos são causados pelo consumo de álcool. A diretora do Hospital Miguel Couto, Solange Beviláqua, crê que o atendimento caia em até 60%. Ela lembra que em 1999, com a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro, impondo a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, a redução no hospital chegou a 32%.

Grupo troca torpedos para driblar blitzes

O universitário Victor Costa, 21, já foi parado pela PM dirigindo após beber. Ele estudou inglês na Austrália em 2008 e se surpreendeu com a prudência dos condutores lá. “O pessoal lá se espantou quando disse que já comprei lata de cerveja num sinal do Rio”, lembra ele, que passou a ser mais cauteloso e diz ter deixado de ser pão-duro após a lei, aderindo aos táxis.

Grupo de amigos em Niterói criou rede de comunicação via torpedos, que usam para avisar sobre locais de blitz. Um deles, o fisioterapeuta Bruno Rezende, 27 anos, é levado para casa pelo pai quando sai para beber.

Na contramão, o estudante Maurício Carvalho, 26, escolhe caminhos alternativos para escapar das operações e pega ao volante após beber. “Posso dizer que me garanto bem”, gaba-se.

MENOS INTERNAÇÕES

As internações causadas por acidentes reduziram quase em todo o País. No Rio, esse número passou de 8.072, no 2º semestre de 2007, para 4.849, no 2º semestre de 2008, segundo o Ministério da Saúde — 40%. Já o número de mortes teve redução de 54% — passou de 168 para 78.

ESTRADAS

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o número de acidentes nas estradas fluminenses subiu de 11.195 no ano anterior à Lei Seca para 12.623 no primeiro ano de vigência, porém as mortes caíram de 506 para 456 (menos 50 óbitos).

CAI MORTE AO VOLANTE

O número de homicídios sem intenção no trânsito do Rio caiu de 2.513 para 2.297 após a lei. A informação é do Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP).

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Seja Carioca!

seja carioca

Clicar na imagem para ver o video

Nossos governantes, principalmente aqueles que deveria procurar aumentar a fiscalização no Trânsito, sempre arrumam uma desculpa para fugir à responsabilidade. Esse video mostra a total falta de respeito dos cariocas quanto às leis de trânsito; e o Detran do Rio de Janeiro dis que a saída é valorizar a Cidadania. Por que não tentamos a mesma coisa com os traficantes, afinal, as drogas matam bem menos que o trânsito. Vamos os soltar o Fernandinho Bei-mar e pedir para que ele não venda mais drogas, que exerça a sua cidadania.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Invenção de Moda

Assista ao video

Motoqueiros trocam guidon original para passar mais facilmente entre os carros. As placas com diversos tipos de letras são irregulares. Buzinas eletrônicas também estão na mira da fiscalização. Veja as irregularidades no Bom Dia Brasil.