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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Câmara quer motos circulando dentro da faixa

O Brasil poderá adotar critérios de segurança para motoqueiros semelhantes aos de Suíça e Israel.

A Câmara dos Deputados discute obrigá-los a trafegar como motoristas, dentro da faixa de trânsito, e não ziguezagueando entre elas e nem entre os carros, como fazem os motoboys do Rio de Janeiro e de São Paulo. Se aprovada, a mudança chegaria em boa hora. Motivos não faltam. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 20% das vítimas brasileiras em acidentes de trânsito viajam de moto.

— O que acontece aqui é um absurdo e queremos fazer como em Israel, onde as motos só podem trafegar entre os automóveis quando o trânsito está parado — diz o deputado Hugo Leal (PSC-RJ).

Motivos não faltam. Segundo o Instituto de Segurança Pública, órgão ligado à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, o número de feridos vem aumentando no estado — embora a Lei Seca tenha reduzido o de mortes em 53,58% na capital. Comparando-se os primeiros trimestres de 2006 a 2009, houve crescimento de 18,98%. A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, mediu os períodos de 19 de junho a 18 de junho entre 2006 e 2009 e verificou aumento de 23,08% nas colisões.


Nesse meio tempo, o número de motos em circulação em território fluminense saltou 70,4%, de acordo com o Detran — ao passo que a frota total cresceu a metade disso, 35,25%. A Lei Seca vigora desde o dia 19 de junho do ano passado.


— A Lei Seca reduziu as mortes, mas a explosão da frota de motos elevou a taxa de acidentes devido ao baixo preço delas e ao crescimento dos serviços de entrega. Outro aspecto é o fato de os condutores excederem os limites de velocidade e cometerem outras imprudências assim que se livram das blitzes, provocando outros acidentes não provocados pelo álcool — explica o inspetor André Luiz de Azevedo, porta-voz da PRF.


— A moto é um veículo espetacular nas grandes cidades, mas perigoso também. Aqui, na Suíça, elas andam como carros, dentro da faixa. Esse é um ponto em que o Brasil precisa avançar. A Suíça tem 7,5 milhões de habitantes. O Rio tem 6 milhões. Dá para fazer. É só querer — analisa o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Marcos Musafir, consultor da Organização Mundial de Saúde.

Trânsito mata 400 por dia em cidade indiana


Marcos Musafir cita o exemplo dramático da cidade de Pune, a oitava maior cidade da Índia, onde 400 pessoas morrem diariamente no trânsito e explica o porquê dos indianos investirem na produção de carros a preços realmente populares. A população local é de 5,695 milhões de habitantes e a frota de motocicletas chegava, há dois anos, a 1,7 milhão de unidades.

Para se ter uma ideia, a população carioca é de 6 milhões, semelhante à de Pune, mas com 200 mil motocicletas.
— Em Pune, morrem 400 pessoas por dia no trânsito. É naquela região que se fabricam motos no país. São 3 mil por hora, a US$ 800 (R$ 1.605, na cotação de ontem). Por isso, os indianos estão empenhados em construir carros que custam US$ 2.500 (R$ 5.018). No Vietnã, a principal causa de mortes infantis era queda de moto. Houve uma campanha mundial que doou 600 mil capacetes para eles e acabou-se com isso — diz o ortopedista.

Principal causa de mortes de jovens no Brasil


No mais, o Brasil vai bem, obrigado. Segundo a OMS, 49% dos países proíbem que condutores possam guiar com mais de 0,05 grama de álcool por decilitro de sangue. O organismo mundial considera que os riscos de acidentes aumentam quando essa marca chega a 0,04. Limitá-la a índices entre 0,02 e 0,04 reduziriam as chances de colisões envolvendo jovens em até 24%. O uso de bafômetros e outros testes para aferição da presença de álcool na corrente sanguínea contribuem para diminuir as batidas em 20%. Esses dois preceitos já são praticados no país.
Menos mal. Atualmente, 1,27 milhão de pessoas morrem todos os anos no trânsito, sendo a nona maior causa de mortes do planeta. Estima-se que esse número aumentará para 2,4 milhões em 2030. Mas entre os jovens de 15 a 29 anos, os acidentes automobilísticos já são a principal causa mortis no mundo. Dentre as crianças (5 a 14 anos), a segunda maior. E na faixa de 30 a 44, a terceira. O prejuízo em todo o mundo é calculado pela OMS em US$ 518 bilhões — algo equivalente a até 3% do PIB produzido por todas as nações.

— Na Suíça, beber e dirigir dá cadeia. O limite aqui é zero — diz Marcos Musafir, de Genebra, onde mora.
— O Japão proibiu o álcool no trânsito por 15 anos. Somente há pouco tempo, permitiram uma taxa de 0,03 grama de álcool. Mas só fizeram isso depois de ter se criado o hábito de não se misturar bebida com trânsito — complementa o deputado Hugo Leal, ex-presidente do Detran.
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Enviado Por:
Waldecir Antonio José Cunha
Instrutor SENAT/Bauru

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